segunda-feira, junho 21, 2004


BG: Uma do Air, esqueci o nome

Amanhã estarei no Rio, mas mal aproveitarei a cidade, ficarei o dia inteiro trancafiada num auditório. À noite, porém, quero dar uma fugidinha rápida do meu hotel em Côpa Copacabana. Quarta-feira, já tenho que estar batendo cartão de ponto em Fortaleza. Amigos cariócash, comuniquem-se agora ou calem-se para sempre.

* * *


Renatinha palindrímica não me faz mais inveja com seu 1 Gb:
MONICA LUCAS ARROUBA GMAIL PONTO COM

(Aliás, esse é o único e-mail pessoal que é permitido abrir no trabalho AINDA)

* * *


Aline, a Teixeirão, aparece por aqui em julho, informa toda a quadrilha.

* * *


O menino bonito não é somente um menino bonito.
Isso é um problema, é um PERIGO.
(E lá vou eu mais uma vez quebrar aquela promessa do mundo astístico nunca mais)

* * *


Não sei o que passou pela cabeça dela.
"Pensamento e piolho, ora"

(Essa Laylinha consegue me fazer rir até quando estou triste)






domingo, junho 20, 2004


Rituais de despedida não são fáceis, ver a dor de alguém que você gosta e não saber o que dizer justamente por saber que nada do que fale vai diminuir aquela dor é uma sensação triste, uma impotência, uma falta de jeito. Sim, foram dias tristes estes últimos.






terça-feira, junho 15, 2004


Momento ciuminho

Acho que te conheço de algum lugar...
Sim, nos conhecemos naquele evento tal!
Ah, é verdade. Você estava até com aquele (profissão do indivíduo) bonito, tudo de bom. Como é mesmo o nome dele?
Fulanoggggggrrrrrrrr


Carnívora

Princípio de anemia.
(Eu sempre achei essa menina muito pálida)
Recomendações médicas: uma caixa de wzxkthdcfs (eu lá entendo letra de médico) e mudanças na alimentação. Agora, tenho uma boa desculpa para restabelecer a carne vermelha no cardápio desta casa. Eu tenho caninos e quero uma picanha agora.


***

Permito-me momentos fúteis. Não quero morrer doida.






segunda-feira, junho 14, 2004


BG: Divino Maravilhoso, Gal Costa

Realmente, a internet é um celeiro de loucos. Em rápida passagem por comunidades de que não faço parte no Orkut, vi uma garota dizer que dinheiro e amor andam juntos e outra completar que o cara deve pagar motel porque ela já gasta muito dinheiro com depilação, roupas e maquiagem para o namorado. Ai, meu Deus, quer dizer que eu sou a única que me depilo, me visto e me maqueio, namorando ou não? Mas essas são apenas doidinhas sem noção, ao menos por enquanto. Pior foi ver um cara dizer que prostituição infantil era herança de nossa ascendência indígena (!) ou outro sugerir que uma menina se matasse por não gostar do lugar onde mora. Ainda me deparei com uma comunidade homofóbica cheia de gente doente. Sem falar nos corajosos do anonimato. Males da democracia virtual.






sábado, junho 12, 2004


BG: Skin, Wannadies

Mais um chien que promete sumiu nessa Fortaleza. Eis que saindo de um almoço de negócios (olhe, como sou chirrrque), o motorista me mostra um panfleto com um cachorro daqueles do ig. Sobre a foto, um PROCURA-SE em letras garrafais; embaixo, um "recompensa-se bem" seguido de várias exclamações. O motorista nos explica que se trata do cachorrinho querido de dona Yo. Então, a recompensa realmente promete. No meu caso, poderia ser uma promoção, já estava bom. Pensei em aproveitar meu dia de folga para rodar vários quarteirões da Aldeota em busca do chien très riche, mas não deu certo. Mas acho que ainda está em tempo de escrever uma crônica.

* * *


Para você que não acreditou que existe uma comunidade dedicada à Mórbida, ô Órbita, que diga.

Aliás, por que algumas pessoas insistem em chamar de O Órbita? Se Órbita é um substantivo feminino, assim como qualquer outra coisa que possa acompanha-lo, tipo boate, danceteria, discoteca, casa de shows... De todo modo, pouco importa, não vou lá mesmo.

* * *


Todo dia me pergunto por que não contrataram o diretor de arte.







quarta-feira, junho 09, 2004


Vamos dizer que eu acredite...
Sabe o ano do macaco?
Com um pouco de atraso, mas começou.

yeah!






terça-feira, junho 08, 2004


BG: Anybody want to take me home, Ryan Adams

Por favor, não me mandem mais esse e-mail que diz que "as mulheres são como maçãs em árvores". Vez por outra tem uma febre de todo mundo sair mandando frases ou textos (alguns até bons, outros idiotas) com assinatura de personalidades. Agora, são as tais das mulheres-maçãs, que todo mundo reenvia e cola nos blogs como se fosse um texto feminista. Primeiro, digo de cara que feministas (ou aquelas que se apossaram do termo) são um pé no saco. Quer se fazer de feminista, pois faça direito, ô minha filha. Imagine, chamar de feminista, achar bonito e ficar reproduzindo um texto que coloca as mulheres em condições de maças, todas paradas esperando que algum homem as venha colher. Não bastasse o tom ser patético, o texto também é primariamente escrito e leva a assinatura do pobre do Machado de Assis. Posso até estar enganada, mas li boa parte da obra dele e não vejo nesse texto o estilo machadiano, não. Onde é que ele teria escrito isso, hein? Bora, diga. Acho que ele tinha mais o que escrever do que essa baboseira aí. Se foi ele mesmo, é uma lástima; pequena, mas ainda assim uma lástima. Na verdade, não creio que seja dele (du.vi.do), mas a griffe é que dá popularidade a uma besteira escrita por qualquer mané.






segunda-feira, junho 07, 2004


Por quê?
Porque eu odeio pessoal de RH.


Em uma recente entrevista de emprego...

Você vai fazer 24 anos, né?
Isso.
E você veio para Fortaleza há quanto tempo?
Hummm... Cerca de 20 anos.
Você veio só ou com seus pais?
Ahnn?!

Possíveis respostas para a senhora RH:

a) Vendi o videocassete dos meus pais e fugi de casa.
b) Vim engatinhando, cheguei ontem.
c) Vim com uma cegonha muito doooida...
d) A senhora não vê Jornal Nacional? Sou mais uma vítima de Wilma Farias. Aliás, meu nome de verdade é Sorayah.
e) Ahn, acho que estou na entrevista errada. Essa é a entrevista para vendedora externa? Não? Mas, a propósito, a senhora conhece o espetacular lançamento do mês, a tabuada?






domingo, junho 06, 2004


Todo mundo já falou da porcaria da chapinha do Lenny Kravitz. Tá, ficou um cu, mas pior é o loser do Thyrso ter seguido a idéia. E a Alicia Keys, que não sou fã, mas é bela, num clipe novo que vi no Multishow? Aposto como ainda se paga (e se pede) pra fazer merda no cabelo.

* * *


Particularmente, não sou do tipo de pessoa que adora crianças, exceto as minhas (quero dizer minhas sobrinhas), mas adoraria ter um robô-bebê. Já perceberam como muitas portas se abrem por causa de um bebê? Até as pessoas mais antipáticas, exceto as que não dão muita bola pra criança, se abrem em sorrisos por causa de uma. Essa semana, uma das criaturas mais ogras que já conheci sorriu e até brincou, e não foi apenas com o bebê. Até me deu "bom dia". Um fenômeno.






quinta-feira, junho 03, 2004


Não fossem as calçadas mal tratadas e o sol sem tréguas de Fortaleza, andar a pé seria um prazer. Mesmo que o horário dos compromissos seja o mesmo, a caminhada me faz ter menos pressa e o tempo parece mais elástico. Sem as limitações espaciais do carro, sinto-me mais parte da cidade e me atento a seus detalhes, aqueles que muitas vezes passam despercebidos. Gosto quando tem brisa, pena ser raro, pois aprecio mais do que o ar artificialmente gelado. Quando viajo, sou obrigada a pegar ônibus, metrô, andar por tantas ruas. Mas não me importo, aguça meu olhar de turista: observo a natureza, as arquiteturas, as pessoas que passam.

Aliás, isso é algo que estranho muito em Fortaleza, a ausência de pessoas andando nas ruas. Desconsiderando o Centro e alguns bairros, a cidade parece ser feita apenas de carros, principalmente na Aldeota e adjências. Sinto falta de pessoas, a sensação é de solidão, de exclusão, uma frieza, mesmo debaixo de tanto sol. Até um certo medo. Apesar de saber que São Paulo é uma cidade violenta, não me sentia tão insegura. Andávamos de noite no frio e encontrávamos outras pessoas fazendo o mesmo. Há um movimento, a cidade não pára, seja no asfalto ou na calçada. Ou ainda por baixo deles.

* * *


Há quem esteja tão acostumado com carros que estranhe encontrar alguém andando a pé. Ontem, um amigo me reconheceu na rua e buzinou. Ao me aproximar, a primeira pergunta que fez, antes do "tudo bom?", foi se eu estava sem carro, se tinha vendido. Respondi que não, que tinha deixado em casa. Um espanto no rosto dele seguido de um "por que você está a pé então?" foi a reação. "Meu Deus, André, você esqueceu onde eu moro? A dois quarteirões!". Ele: "Eu sei, mas mesmo assim..."

Mesmo assim... eu estava indo de casa para o trabalho, uma distância exata de cinco quarteirões entre os dois. Além de ser muito perto para chegar a cansar, é meio ridículo ir de carro para lá. Centenas de pessoas se dirigem para lá todos os dias. E estacionam onde? Ao redor da empresa, claro. Já aconteceu de eu ir de carro para lá porque estava indo de outro lugar e estacionei a dois quarteirões de casa. Ainda tive que dar uma volta imensa para chegar em casa por causa da mão das ruas.

A pé me estresso menos. Trânsito é algo muito irritante; não que como pedestre eu também não faça parte dele e me estresse às vezes. Mas não há comparação. Quinta-feira é dia de me estressar, pois tenho que ir do Pici para o jornal, e a maneira mais rápida é dirigindo. Hoje, tive sorte de achar uma vaga assim que cheguei e bem em frente à minha portaria. Nem precisei dar várias voltas procurando. Ótimo, pensei. Na verdade, eram duas vagas (!) e eu estava esperando o outro motorista terminar as quinhentas manobras dele (nessa hora eu lembrei daquela propaganda do "Profissionais do Ano" com o carrinho tentando uma baliza na vaga imensa). Estava parada, dando seta, bem certinho. Quando o cara termina a manobra, e eu estou indo, vem um cara num Gol vermelho e toma a vaga na maior cara de pau. Buzinei com toda a força que a buzina de pipoqueiro do Uno permite e o mané fez rir da minha cara.

Bom, lá fui eu para uma nova ronda até achar uma outra vaga. Quando chego na frente da portaria, após andar três quarteirões, lá está o mané no celular, acho que queria anunciar nos Classificados. Meu humor já não estava muito bom e, ao me aproximar, o cara soltou a brilhante frase "queria minha vaga também, hein? hehehe".

Pra quê?

"Hehehe é o cacete, meu filho. Você comprou a carta onde, imbecil, que não me viu dando sinal? Ou é cego?"

Um taxista interfere pedindo calma.

"Hehehe... tá nervosinha, hein? Calma, princesa"

(Não sei o que é mais irritante, se o "hehehe", o "hein?" ou o abominável "princesa")

"Não estou nervosa, eu sou nervosa e a culpa é de idiotas como o senhor que não deviam nunca ter um carro para não fazer merda na rua"

"Grossa você, hein?" (olha o "hein" de novo!)

"Grosso é o senhor. E o senhor não me conhece: eu sou GROSSA E MEIA"

Segundo o taxista, após a discussão com o mané, "Esse povo é fogo mesmo, moça. Não sabe dirigir e ainda se acha engraçado"

Eis um taxista que sabe reconhecer um cafuçu. Porque esse era, era mesmo. Em todos, absolutamente todos, os sentidos.

* * *


É claro que amanhã vou a pé.






quarta-feira, junho 02, 2004


BG: The Small Pront, Muse

Ricardinho tem razão quando diz que as pessoas dão importância demais a blogs. Eu mesma já comprovei isso várias vezes. Mais uma: um conhecido meu veio reclamar do post sobre o homem cafuçu. Bacana que em vez de me dar uma alfinetada em forma de post ou comentário (como é comum nesse meio), ele veio me falar pessoalmente. Também respondi na hora e ele entendeu o que quis dizer. Coloco aqui o que respondi para as pessoas que pensaram o mesmo que ele, mas não tiveram coragem de falar comigo.

Esse conhecido estava sentindo-se ofendido, pois tinha se visto em alguns ítens. De fato, ele e várias outras pessoas com quem convivo apresentam algumas daquelas características. Quando mostrei essa lista ao Marcelo, ele me disse que era impossível encontrar alguém que não estivesse enquadrado em ao menos um dos tópicos. Meu irmão, por exemplo, anda por aí pra cima e pra baixo com blusas do Corinthians e ele sabe que eu não considero elegantíssimo. Meu pai usava roupas que eu jamais compraria pra ele e nunca escondi isso. Assim como ele reprovaria 90% das roupas que compro. Padrões estéticos, meu caro, todo mundo os tem. O que muda é a importância que se dá a eles, como eles interferem no seu julgamento e no relacionamento com as pessoas.

O que não dá é para levar a sério uma lista dessa feita de putaria numa mesa do Avião. Embora eu não goste de pochete ou mocassim, não vou deixar de falar com alguém que use. E olhe, sou bem sincera, digo é na cara que pochete e mocassim é uó. Mas se a pessoa acha legal, que use e pronto, sem ligar para o que eu digo. Afinal, é como eu disse no post anterior, auto-anulação é o pior defeito. Perto de mim eu quero pessoas boas, independentemente de como se vistam. Conheço várias que são super style, mas se divertem humilhando (ou achando que humilham) os outros. Vale a pena tê-las por perto? I don't think so.

Foi só uma lista, não significa que eu dê muita importância a ela. Não é nada além de algumas considerações. Peco pela generalização, é verdade. Sei que não é todo cara que usa camiseta de futebol que é cafuçu, mas convenhamos que a maioria dos cafuçus usam. Na verdade, creio que o cafuçu é mais comportamental do que estético, daí a minha repulsão. Posso conviver com um cara que use mocassim (mas repito que é feio demais, meu povo), mas não com um que fala pegando nojentamente na gente (porra, tens uns que parecem que já estão te comendo) ou que coloca "mulé e cachaça" no mesmo patamar. O problema é já estou com a percepção de cafuçagem domesticada e acabei botando tudo no mesmo saco.

A todos que se sentiram magoados, peço desculpas e que não deixem de ser meus amigos, pois gosto de vocês até pelados.

Mas que mocassim de franja e pochete são feios, isso são.
Não vou dizer o contrário só pra agradar. Assim como meu amigo não vai deixar de usar Rider por causa dessa lista.






terça-feira, junho 01, 2004


Lá se vão quatro anos desde que eu escutava do meu professor de Jornalismo Informativo que iria me perder se enveredasse por alguma editoria de comportamento ou cultura. Para ele, era um desperdício de potencial eu me meter com "jornalismo de frescura"; era assim que ele jogava tudo num mesmo balaio. Adepto do jornalismo à moda antiga, com um ideal romântico da profissão e um talento incontestável, sempre caía em discussão comigo e alguns outros por causa dessa visão, que não é apenas dele. Acho que é bem capaz de me dar uns cascudos quando souber que estou fazendo Estilismo, que quero me especializar em Comunicação e Moda. O que diria a ele é que a cada livro que leio sobre o assunto, a cada aprofundamento, mais me afasto da idéia da futilidade tão associada à moda.

A moda ainda é vista como roupa, indumentária; estudar moda, para muita gente, é querer fazer roupinhas. É tão difícil convencer alguém já tão mergulhado no senso comum de que se trata de um universo tão maior, tão mais rico, que ganha estudos diferenciados na economia, história, antropologia, psicologia, comunicação... É aí que entra meu maior interesse, óbvio. Mas é complicado mostrar que a interface entre comunicação e moda vai além do jornalismo de moda, dos suplementos femininos. Até Barthes e Eco já se debruçaram sobre ela. Se bem que, sinceramente, não vejo problemas em escrever para jornais, revistas, portais, o que for, o chamado jornalismo feminino ou de moda (embora não aceite que sejam usados como sinônimos, como costumam ser). É possível, sim, escrever sobre moda sem soar fútil.

Mas é muito foda quando uma pessoa que pensa como eu se depara com algo que desconstrói a sua argumentação com apenas algumas páginas de jornalismo mal feito e sexista. Infelizmente, nem toda revista feminina é a TPM (embora ache que ela já começa a cair em algumas repetições), que não vê a mulher como um robô auto-programado para ser uma sombra disfarçada de mulher forte. Caiu-me às mãos uma Elle, edição de março (na verdade, o link é meramente ilustrativo, pois o conteúdo não é disponibilizado integralmente). Não sei se fiquei mais abismada como jornalista, como estudante/estudiosa de moda ou como mulher, simplesmente.



A matéria intitulada "Roupas para Espantar" era um verdadeiro manual de auto-anulação com uma lista do que os homens (estes seres supremos a quem temos obrigação de agradar para garantir nossa felicidade) gostam ou não gostam que suas namoradas usem. Namoradas, claro. A matéria tem que fazer essa diferenciação, pois existem roupas e acessórios (e, consequentemente, condutas) que são apreciadas em outras mulheres, desde que não seja a sua (sim, já existe a propriedade privada em forma de gente). Deste modo, todos os homens também são jogados numa vala comum, seres indiferenciados com gostos e expectativas comuns. Se todo homem é igual, então há um padrão que deve ser seguido por todas as mulheres para atrair a todos e prender um deles, que receberá a denominação de namorado ou marido. Pois, claro, a mulher não deve se "descuidar" após o casamento.

Nem mesmo o depoimento dado pelo Marcelo Quadros mudou o tom dado pela revista. O estilista que fez fama criando modelos glamourosos e altamente femininos (que seriam os favoritos dos homens - lembre-se: eles é que são o motivo de nossa existência) criticava claramente essa ditadura. Segundo ele, o que os homens vêem não é uma roupa esteticamente falando (como quer nos fazer crer a matéria), mas um conjunto de posturas, de condutas, de significados próprios e individuais. Portanto, se há um padrão estético que muitos homens admiram, geralmente, é mais pelo que ele representa. Se tem homem que odeia cabelo curto, pode ser que ele não goste esteticamente daquilo, mas pode ser também que ele tenha repulsa a idéia de estar com uma mulher que tem um comportamento baseado nas próprias regras e não na sociedade, no namorado ou nos homens, já que a regra vingente é o cabelo comprido e o senso comum diz que esse é o mais admirado. Mas a revista apenas copia e cola as respostas do estilista, sem fazer nenhum comentário ou reflexão, como se ele corroborasse as idéias da revista.

Óbvio que no último parágrafo a matéria tenta tirar o sujo, lembrando que "o mais importante é ter personalidade e não tentar ser o que não é" e outros blablablas do tipo. Aí completa dizendo que nenhum homem vai achar bonita uma mulher que é artificial, que finge ser outra. Ou seja, no final das contas, a personalidade não é importante para si própria, mas sim para servir o homem. O objetivo principal da vida da mulher continua sendo o mesmo: conquistar e prender um cara. Só assim ela será feliz, mesmo que totalmente amarrada.

Fiquei me perguntando para quem diabos eram feitas aquelas matérias, pois me recusava a acreditar que alguém fosse seguir os "bons conselhos" desta revista. Do meu lado, uma senhora já passada dos quarenta comentava em tom de reprovação que uma sobrinha já estava indo para o terceiro casamento. Aceitei que essas revistas eram feitas para pessoas criadas e mergulhadas no senso comum, das gerações mais antigas. Pouco depois, porém, soube que uma conhecida minha, toda metida à emancipada e moderna, cortou os cabelos apenas porque o namorado entrou na comunidade que idolatra mulheres de cabelos curtos no Orkut. Ela que não podia em ouvir falar em corte chanel e que tem uns vinte e poucos anos.

* * *


Se você ficou curiosa para saber o que "espanta" os homens, vou citar alguns itens de que me recordo. Vamos lá, com isso aqui, meu bem, você se torna o lobo mal dando carreira nos porquinhos:

- Roupas justas, curtas ou decotadas.
- Roupas largas, compridas ou muito fechadas.
- Sapatos muito altos.
- Sapatos baixos demais.
- Jóias e bijuterias chamativas.
- Não usar jóias ou bijuterias.
- Roupas extravagantes.
- Roupas de desfile (esse ítem achei ótimo!).
- Cabelos curtos.
- Maquiagem forte.
- Esmalte escuro.
- Esmalte nos pés.
- Cabelos vermelhos.
- Roupas que façam referência ao universo masculino (coturnos, ternos, blusas de time de futebol ou bandas de rock, risca de giz).

Agora, se você tiver longos cabelos louros na chapinha, usar vestidos fluidos e florais na altura do joelhos com sandalinhas de salto médio e mostrar mãozinhas com as unhas pintadas de rosinha claro, terá todos os homens aos seus pés e será muito feliz e realizada. Poderá escolher um entre todos (muito parecidos entre si também) e terá realizado sua missão de vida.

Já eu que tenho cabelos curtos, uso saia curta e blusa de banda de rock, pinto as unhas de vermelho e não dispenso meus colares de bolotas, devo estar fodida (ou não) para o resto da vida, carregando um mar de solidão e infelicidade.

Ainda bem que a Elle abriu meus olhos! Estou indo à farmácia 24 horas nesse momento, mas ainda estou em dúvida entre o Louro Mel e o Louro Claríssimo.

Digam, rapazes, o que vocês preferem?







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